NOSSO ESTADO

 

 

       Goiás é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Situa-se na Região Centro-Oeste do país, no Planalto Central brasileiro. O seu território é de 340.257 km², sendo delimitado pelos estados do Mato Grosso do Sul a sudoeste, Mato Grosso a oeste, Tocantins a norte, Bahia a nordeste, Minas Gerais a leste, sudeste e sul e pelo Distrito Federal a leste.

          Goiânia é a capital e maior cidade do estado, assim como sede da Região Metropolitana de Goiânia, a única no estado. Com 6,9 milhões de habitantes, é o estado mais populoso da Região Centro-Oeste. Possui, ainda, a nona maior economia entre as unidades federativas brasileiras. 

        A história de Goiás remonta ao início do século XVIII, com a chegada dos bandeirantes vindos de São Paulo, atraídos pela descoberta de minas de ouro. Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, liderou a primeira bandeira com a intenção de se fixar no território, que saiu de São Paulo em 3 de julho de 1722. A região do Rio Vermelho foi a primeira a ser ocupada, onde fundou-se Vila Boa (mais tarde renomeada para Cidade de Goiás), que serviu como capital do território durante 200 anos. O processo de independência de Goiás se deu gradativamente, impulsionado pela formação de juntas administrativas. O desenvolvimento e povoamento do estado deu-se, de forma mais intensificada, a partir da mudança da capital para Goiânia, na década de 1930, e com a construção de Brasília, em 1960.
 

Relevo

         O estado de Goiás está localizado no Planalto central brasileiro, entre chapadas, planaltos, depressões e vales. Há bastante variação de relevo no território goiano, onde ocorrem terrenos cristalinos sedimentares antigos, áreas de planaltos bastante trabalhadas pela erosão, bem como chapadas, apresentando características físicas de contrastes marcantes e beleza singular. As maiores altitudes localizam-se a leste e a norte, na Chapada dos Veadeiros (1.784 metros), na Serra dos Cristais (1.250 metros) e na Serra dos Pireneus (1.395 metros). As altitudes mais baixas ocorrem especialmente no oeste do estado.
 

Clima
 

         O clima é tropical semiúmido. Basicamente, há duas estações bem definidas: a chuvosa, que vai de outubro a abril, e a seca, que vai de maio a setembro. A média térmica é de 26 °C, e tende a subir nas regiões oeste e norte, e a diminuir nas regiões sudoeste, sul e leste. As temperaturas mais altas são registradas entre setembro e outubro, e as máximas podem chegar a até 40 °C. As temperaturas mais baixas, por sua vez, são registradas entre maio e julho, quando as mínimas, dependendo da região , podem chegar a até 9 °C. A tipologia climática tropical se faz presente na maior parte do estado, apresentando invernos secos e verões chuvosos. As temperaturas variam de região para região; no sul giram em torno dos 20 °C aumentando ao norte para 25 °C. O índice de chuvas segue o regime das temperaturas. A oeste do estado o índice atinge 1.800 mm anuais diminuindo no sentido leste para 1.500mm/ano. Em parte do estado, mais precisamente no planalto de Anápolis e Luziânia ocorre o clima tropical de altitude com temperaturas médias anuais baixas, porém, a precipitação ocorre da mesma forma que no restante do estado.



CULINÁRIA

       Como praticamente todo cardápio brasileiro, a lista de pratos típicos de Goiás foi influenciada pelas cozinhas indígena e europeia. Tropeiros vindos de Minas Gerais e São Paulo também deram uma rica contribuição ao caderno de receitas local, que costuma incluir tutu de feijão, paçoca de carne-seca e, para a sobremesa, ambrosia e doces em compota. 

          Há uma característica, no entanto, que diferencia a culinária goiana daquela existente em qualquer outra parte do país: a farta presença de ingredientes nativos do Cerrado. Só aqui você terá a chance de provar, por exemplo, mil e uma receitas com pequi (típico frutinho amarelo) e guariroba (um palmito amargo). Os sucos e sorvetes também revelam sabores regionais: cajá-manga, murici e araticum são alguns deles.

          Na despensa do estado, um ingrediente tem atraído a atenção de chefs de cozinha de todo o Brasil: o baru. Tanto a castanha quanto a polpa do fruto do baruzeiro, árvore comum no Cerrado, são usadas na cozinha goiana. Torrada, a castanha entra no preparo de pães e biscoitos e também é vendida em saquinhos, como se fosse amendoim.

(Fonte: Revista Abril)

 

Arroz com pequi 


(Foto: Clube das receitas)

O frutinho amarelo, símbolo do estado, dá cor e sabor característicos a boa parte dos pratos típicos. Geralmente cozido com arroz e frango, o pequi pode ser acrescido às receitas em polpa ou inteiro. Neste último caso, deve ser consumido com cautela: é preciso roê-lo com cuidado e, em hipótese alguma, mordê-lo. Cheio de espinhos, seu caroço pode, facilmente, machucar a boca dos desavisados


Pamonha 


(Foto: Tudo gostoso Blog)

Os milharais da região proveem as espigas, que, em família, quase como num ritual, são debulhadas. Os grãos servem de base a uma massa cremosa, que depois de pronta é envolta na própria palha e cozida. À beira das estradas, há inúmeras pamonharias, que servem a receita à maneira tradicional (doce ou salgada) e, também, em versões com carne-seca e requeijão ou até frango e guariroba.


Galinhada